Fast fashion x Moda ecológica: por que devemos repensar o nosso consumo de moda?
- Biomas Gestão e Educação Ambiental
- 24 de set. de 2021
- 2 min de leitura
A indústria da moda é uma das que mais faturam anualmente no mundo, sob um constante crescimento exponencial e uma adesão significativa de um público cada vez maior. Certamente apoiada ao fenômeno da globalização, a conjuntura do mercado da moda sofreu grandes alterações nas últimas décadas, resultando em um padrão de produção e consumo extremamente acelerado e, definitivamente, insustentável.

A esse evento chamamos de fast-fashion: roupas produzidas em larga escala, com baixa qualidade para terem uma vida útil reduzida (embora passem a impressão de alta costura) e distribuídas em lojas por todo o mundo, sem particularidades locais. A grande questão é que a produção de novas tendências é contínua e muito veloz, o que incentiva o consumo e o consequente descarte deliberado dessas peças em uma frequência e volume significativos.
Todo esse ciclo vicioso de consumo, faz da indústria da moda uma das mais poluentes do mundo. E não é atoa: imagine toda essa produção e a quantidade de tinturas de baixa qualidade e insolúveis ou produtos à base de metais pesados utilizados, e as grandes emissões de carbono e gases tóxicos na atmosfera na confecção de tecidos sintéticos, derivados de combustíveis fósseis. Além disso, a consequente produção de lixo é um fator preocupante: de acordo com um estudo da Unicamp, no Brasil, em 2014, foram descartadas 170 mil toneladas de resíduos de tecidos. Vale lembrar que não existe um manejo adequado para esse material e boa parte dele se torna inutilizável.

Objeto de todo esse fenômeno, socialmente a fast-fashion também não tem bons reflexos. Muito já foi descoberto da utilização de mão de obra precarizada ou escrava, pagamentos incoerentes, carga horária superior às 16 horas e condições degradantes de trabalho por grandes empresas muito conhecidas.
É urgente que mudemos essa situação, visto o panorama socioambiental que ela repercute. Como toda grande mudança, precisamos começar individualmente buscando conteúdo e repensando a forma como determinamos moda hoje em dia, adotando um estilo de vida de consumo mais sustentável. Tente parar e pensar “como são produzidas as minhas roupas?”, “quem as produz?”, “porque a peça está neste valor irrisório?" repensando o exagero da matéria-prima e a mão de obra que você financia.
Busque conhecer o modelo de produção das marcas que você consome normalmente, para ver se coincidem com o ideal sustentável e tente optar por compras em brechós e bazares, praticando um consumo consciente comprando roupas de segunda mão em boas condições e por um bom preço, impactando muito menos o ambiente e “reciclando” tendências.
Sabemos que precisamos frear qualquer impacto negativo e insustentável e nos apoiar na moda ecológica é a melhor alternativa para melhorar e transformar a indústria da moda atual sob um ponto de vista socioambiental.
Aqui vão duas indicações de documentários que tratam desse assunto e podem instruir mais sobre o tema:
The Next Black - disponível no Youtube, trata sobre o futuro da moda, modelos de inovação para conter a indústria de fast-fashion.
Brazil: Slaves to Fashion - também disponivel no Youtube, retarata a realidade de imigrantes costureiros(as) na capital Paulista, em que são submetidos à condições de trabalho análogo à escravidão.
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