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O que há por trás de um simples cosmético?

Sustentabilidade é um dos assuntos mais discutidos atualmente. Na grande maioria das pautas significativas que ganham a atenção do público, o meio ambiente e a sua preservação estão incluídas e relacionadas diretamente ou indiretamente. Uma dessas pautas, indiretamente relacionadas, é a grande influência que a Indústria Cosmética tem negativamente em impactos socioambientais.


Em 2019, a ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) divulgou que o Brasil era o quarto maior consumidor de produtos de beleza e higiene do mundo. Como os cosméticos são produtos de consumo frequente por parte dos brasileiros, a indústria cosmética torna-se um ramo com crescimento econômico significativo, sendo muito importante também na geração de empregos. Entretanto, um grande problema que permeia todo esse consumo excessivo de cosméticos são os ingredientes que compõem os produtos: no artigo “Cosmetic Ingredients as Emerging Pollutants of Environmental and Health Concern. A Mini-Review” (Cosmetics 2017, 4(2), 11) publicado em abril de 2017, dos pesquisadores italianos Claudia Juliano e Giovanni Magrini, ingredientes como filtros UV, conservantes (como parabenos, triclosan) e microplásticos foram caracterizados como poluentes ambientais emergentes de particular preocupação e que fazem parte da composição da esmagadora maioria dos cosméticos a que temos acesso.


No Brasil, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) é responsável pela vigilância de produtos que são desenvolvidos e comercializados aqui, sendo permitida o uso de substâncias como corantes, ceras parafínicas e polímeros sintéticos e neutralizantes em cosméticos - substâncias essas que são prejudiciais ao meio ambiente e ao organismo humano, pois são resistentes à degradação, se mantém no ambiente e acumulam.


Além disso, toda essa intensa produção de cosméticos pode trazer consigo “n” questões socioambientais, como a fonte das matérias primas e os processos de produção (até onde não financiam ou desencadeiam trabalho análogo a escravidão, desmatamento, uso desenfreado de agrotóxicos e substâncias tóxicas, teste em animais e poluição de rios e lençóis freáticos com descarte e deposição???!). Toda essa deposição de materiais tóxicos e resistentes, desencadeia uma magnificação trófica e afeta negativamente TODAS as partes da cadeia alimentar. Para mais, o descarte de tanta embalagem plástica de forma inadequada polui o meio ambiente porque em sua decomposição (super lenta!) emite gases tóxicos, contaminando o ar, o solo e a água, e também resulta, com o alto volume, na formação de lixões a céu aberto e pode causar o entupimento de valas e bueiros provocando enchentes.



Descarte inadequado de lixo. (ECOinforme)


Atualmente (ainda bem!), temos uma onda crescente de cosméticos sustentáveis, feitos a partir de ingredientes orgânicos e naturais, com a possibilidade de conhecer pequenos produtores e todos os processos que permeiam a fabricação do cosmético - isso se você não optar por fazer o seu próprio (também é possível!). Inclusive, a BIOMAS possui um curso de Cosméticos Naturais que ensina a produção de cinco cosméticos a partir de matérias primas naturais! Clique aqui para saber mais sobre o nosso curso e adquiri-lo!


Além disso, a partir da rotulagem ambiental podemos reconhecer grandes marcas que se adequam às diretrizes do meio ambiente e preferir consumir delas, optando por refis, produtos com embalagem reciclável ou sem exageros, e sempre se atentando a lista de componentes. As possibilidades que o mercado oferece atualmente são muitas e, embora essa evolução ocorra a passos de tartaruga, não há desculpas para não optar por outros modos de consumo, priorizando a preservação do meio ambiente!


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